terça-feira, abril 16, 2024
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Israel não forneceu evidências contra funcionários da agência da ONU em Gaza, diz chefe à CNN

por tiagotortella
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Israel ainda não forneceu provas para justificar as acusações de que membros da principal agência de ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza estavam envolvidos nos ataques do Hamas de 7 de outubro, de acordo com o chefe da Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA).

“Que eu saiba, até hoje, [não houve] nenhuma informação nova transmitida à UNRWA e às Nações Unidas”, disse o comissário-geral da organização, Philippe Lazzarini, a Christiane Amanpour, da CNN, em sua primeira entrevista individual desde que as acusações surgiram, em janeiro.

“Continuamos pedindo às autoridades israelenses que cooperem com a equipe de investigação para que possamos chegar a uma conclusão rápida”, pediu Lazzarini.

“Não recebemos nada além do que vemos na mídia”, advertiu.

Lazzarini classificou as imagens que supostamente mostram um membro da equipe da UNRWA participando do sequestro de Yonatan Samerano, que foi morto no kibutz Be’eri em 7 de outubro, de “chocantes”.

Um vídeo exibido na semana passada durante uma coletiva de imprensa com o Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas mostrou um SUV branco se aproximando da entrada do que parece ser o Kibutz.

Dois homens saem do veículo e são vistos carregando um corpo da estrada para dentro do carro. Um dos homens é identificado na filmagem como trabalhador da UNWRA.

A CNN não conseguiu verificar de forma independente a identidade dos homens ou as alegações de Israel sobre o seu envolvimento com o Hamas.

Lazzarini afirmou que “pessoalmente não consegue reconhecer a pessoa no vídeo”. Ele pediu “mais evidências”, embora reconhecesse que o nome do acusado no vídeo “correspondia à nossa lista de funcionários”. O funcionário teve seu contrato com a UNRWA rescindido.

A UNRWA demitiu 10 dos 12 funcionários acusados por Israel de envolvimento nos ataques de 7 de outubro e lançou uma investigação sobre as acusações, na esperança de manter o financiamento internacional para a agência funcionar em um momento crítico.

Pelo menos 16 países interromperam ou suspenderam o financiamento à UNRWA desde que surgiram as alegações, disse Lazzarini, alertando que as operações depois de março serão afetadas, a menos que mais dinheiro seja doado.

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